Abril 17, 2008...10:33 pm
Roberto Cabrini - Cronologia de um Vexame
O movimento Free Cabrini funcionou e o homem tá solto! O Pica Grossa, então, resolveu comemorar fazendo um apanhado geral do episódio, que durou só dois dias, mas nos entreteve a lot!
Terça-feira, 15 de abril, o jornalista Roberto Cabrini, ex-Globo, ex-Band, recém-contratado da Record, é detido com 10 ou 15 pél de pó (informações divergem), e como se recusa a declarar-se usuário, é preso sob acusação de tráfico de entorpecentes. Cabrini escreve uma carta em que diz que estava fazendo uma investigação, e que protege veementemente suas fontes.
Desafetos de Cabrini vibram com a prisão do jornalista. Muitos relembram o caso da entrevista que o repórter fez com Marcola, o líder do PCC, na época dos ataques da organização, que comprovou-se ser falsa. Fica entendido que a mulher que estava com Cabrini no momento do flagrante, era uma fonte que ajudou nos contatos justamente nesse caso do PCC.
Surge no Orkut o movimento Free Cabrini, mas o jornalista ainda terá de passar a noite preso - apenas migra de delegacia. Enquanto isso, a Record e o Sindicato dos Jornalistas saem em defesa do repórter. A mulher que estava com Cabrini no momento do flagrante aparece pra depôr, se declara amante do repórter, afirma que ele é viciado e que é agressivo, e que tem até um vídeo pra provar.
Apesar da defesa patinante de Cabrini, baseada em teorias como “foi uma armação, tive que cheirar com ela apenas para manter a cordialidade entre fonte e jornalista” e “ela queria me chantagear, por isso me apontou uma arma e me obrigou a cheirar”, fica claro que a história da mulher é tão falsa quanto uma nota de três reais.
Pica conclui: ela quis chantagear alguém que deu motivo para ser chantageado e foi só. E não tem a menor importância quem deu para quem e porquê ou quem cheirou o quê e por quê. Mas a moral da história: jornalista que brinca com fonte acaba fichado!

1 Comentário
Abril 18, 2008 em 6:07 pm
Adorei a cobertura que o Pica fez sobre o caso!
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